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Depoimento de uma Massagem Tântrica

uma estudante universitária de 22 anos que aceitou compartilhar e dar o depoimento sobre sua primeira massagem tântrica





“‘Devo estar ficando louca.’ Está foi a primeira coisa que pensei enquanto ia para a primeira sessão de massagem tântrica. Nunca pensei em fazer uma terapia que fosse envolver meu corpo e minha vida sexual, mas resolvi dar uma chance, por acreditar que é preciso aproveitar as experiências que a vida proporciona.

Cheguei a uma casa rústica, de dois andares, com vista para o Lago Norte e um clima tão calmo que me senti fora de Brasília. Após subir as escadas, entrei em uma sala com grandes janelas de vidro e sofás cor de canela. O cheiro de incenso e as frases motivacionais coladas nas paredes faziam o lugar parecer místico e relaxante.


Antes de começar a sessão, a terapeuta me pediu para esperar na sala enquanto preparava o quarto para a massagem. Eu me encolhi em um dos sofás e comecei a tremer de ansiedade. ‘Vou fazer isso mesmo?’, pensei. Já que estou aqui, não vou voltar atrás. A iminência de ficar nua na frente de uma terapeuta que tinha conhecido á alguns poucos minutos deixou minha mente agitada.

Perguntei se seria algum tipo de masturbação e ela me explicou que era apenas uma terapia. ‘Não vou te masturbar, vou apenas ser uma facilitadora do prazer que seu próprio corpo tem a oferecer’, frisou.

Entrei no quarto logo após ser chamada por Saraha, que me convidou para sentar em uma das duas cadeiras que havia no aposento. ‘Vamos conversar um pouco’, disse, calmamente. Foi uma conversa rápido, sobre minhas experiências sexuais, dúvidas sobre a massagem e meus limites. Perguntei se seria algum tipo de masturbação e ela me explicou que era apenas uma terapia. ‘Não vou te masturbar, vou apenas ser uma facilitadora do prazer que seu próprio corpo tem a oferecer’, frisou.

Após a conversa, Saraha me pediu para tomar um banho e me entregou duas toalhas limpas. Entrei no banheiro pequeno e comecei a tirar minha roupa, em mente novamente que estaria sem elas na hora da massagem. Tomei um banho rápido e quente, esperando que ele me acalmasse e relaxasse. Não funcionou. Saí do banheiro muito nervosa e com um embrulho no estômago e o coração na mão.

Abri a porta e dei de cara com o quarto totalmente diferente. A luz estava apagada, e a luminosidade era baixa. Uma música suave tocava no notebook, o aquecedor ligado para não esfriar o quarto. Ela me pediu para deitar no tatame que ocupava boa parte do recinto e respirar fundo. ‘Se concentre no seu corpo, e não nas minhas mãos’, disse, antes pedir para que eu fechasse os olhos e relaxasse.

Os movimentos eram fortes e estratégicos, indo e vindo nas zonas mais erógenas do meu corpo, de acordo com a minha resposta aos toques.

Foi mais rapido do que eu esperava. Senti suas mãos tocarem suavemente todo o meu corpo. Sentia como se fosse uma pena passando pelo meu corpo, provocando arrepios e tremores inexplicáveis. A ansiedade e o medo foi embora dando lugar a uma sensação de transe, como se eu não estivesse mais em uma sala de massagem tântrica, mas em um lugar só meu. Como eu disse, é inexplicável.

Senti, então, um líquido frio sendo derramado sobre minha barriga e uma mão enluvada começar, para mim, pareceu uma massagem real. Os movimentos eram fortes e estratégicos, indo e vindo nas zonas mais erógenas do meu corpo, de acordo com a minha resposta aos toques. Os espasmos eram mais repetidos e intensos.

O cheiro de óleo vegetal tomou conta do ar. Saraha pegou um objeto vibratório pequeno para estimular meu clitóris. Por não saber exatamente o que era, assustei quando senti ele em contato com minha pele. ‘Relaxa e deixa o seu corpo te mostrar o que ele pode fazer’, disse a terapeuta ao reparar meu receio.

De forma intensa e contínua, por pelo menos 20 minutos, experimentei sensações fortes de prazer, agonia, dor e excitação extrema. A música, que antes era calma, agora era mais rápida, assim como os movimentos feitos durante a massagem. Nunca tinha sentido nada igual na minha vida toda e me pergunto se sentirei algo parecido fora do tantra.

Após cerca de uma hora, ela me deixou deitada de barriga para cima, sentindo todas as sensações do meu corpo. Espasmos de prazer corriam pela minha pele. ‘Você vai sentir os efeitos por uns dois dias’, avisou Saraha. Dez minutos depois, me acalmei e fui tomar outro banho para tirar o óleo do corpo. Até o toque da água quente me provocava arrepios.

Vesti minha roupa e perguntei se tinha reagido bem à sessão. ‘Nós, mulheres, precisamos libertar nosso corpo, nos conhecer, e você começou esse processo hoje. Fico feliz de facilitar seu autoconhecimento sexual’, foi o que a terapeuta respondeu.

Passei o dia pensando no tal ‘autoconhecimento’ que ela me disse, sobre saber do que seu corpo é capaz, e cheguei à conclusão de que todo mundo, um dia, poderia fazer uma massagem tântrica, para se despir dos preconceitos e aprender um pouco mais sobre si mesmo.”


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